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A felicidade mora aí!

  • andredangelodomini
  • 21 de nov. de 2016
  • 3 min de leitura

Com certeza você já pensou que, se mudasse de emprego ou encontrasse um amor, seria, enfim, feliz. Pensamento equivocado. Estudiosos provam que a felicidade é bem mais corriqueira e menos grandiosa. Esqueça o “tudo vai ser melhor quando...”! “Planos dão sentido à vida, mas transferir a felicidade para o futuro é não celebrar o caminho. E o caminho é tudo o que temos”, confirma o autor André D’Angelo.

Se aquilo que você chama de felicidade – e experts nomeiam de plenitude ou bem-estar – só soa possível neste mês, quando você faz planos para o próximo ano, é melhor se preparar. Sabe aquela taça de vinho que você bebeu ontem na varanda ou a caminhada matinal que fez com seu cachorro? Isso era felicidade.Sim, “só” isso. E para a maioria dos mortais é difícil mesmo entender como ser feliz pode ser tão frugal...Fomos entender por quê.

A CONQUISTA SUPERESTIMADA

Ver a felicidade como o pote de ouro no fim do arco-íris é cultural. Quem explica é Flávia Lippi, mentora de CEOs por 20 anos e consultora de sustentabilidade humana: “Encaramos a felicidade como um objeto a ser conquistado,e esse ‘ser feliz’ fica só no fim. A gente também acha que só dá para ser feliz depois de se livrar de tudo oque não gosta. Daí vem aquela ideia de chutar o balde para ser feliz”.

Acrescente ao sonho de faxinaras chatices diárias a crença de que“tudo vai ser melhor quando...”– preencha aqui com seu desejo,que vai de ficar rica a encontrar o grande amor. “Embora os planos deem sentido à vida, transferira felicidade para o futuro é não celebrar o caminho. E o caminho é tudo o que realmente temos”, diz André D’Angelo, autor de Por Uma Vida Mais Simples (Ed. Cultrix).

O próprio funcionamento do cérebro mostra que é um erro balizar o bem-estar pelas conquistas. Estudos mostram que correr atrás de um objetivo ativa de forma mais efetiva o sistema de recompensa que alcançá-lo. Esse sistema nada mais é que a área do cérebro responsável por espalhar dopamina, o hormônio do prazer, pelo corpo. Ou seja, em termos químicos, o atleta é mais feliz nos quatro anos de treino para a Olimpíada que na hora da vitória.

O FOCO NOS OUTROS

Outra atitude comum é culpar os outros pela própria (in)felicidade e comparar-se, geralmente sem se dar ao trabalho de checar se as conquistas alheias são tão grandes assim. “As ambições são influenciáveis. Moldá-las pelo que se vê nas redes sociais, nas quais avida é editada, é perigoso para a felicidade”, pondera André.

O mercado de experiências, que inclui shows e viagens, vem para reforçar a ideia de que a felicidade está fora e, pior, que se esconde em grandes eventos, no hype, sabe? Como ressalta Helder Kamei, psicólogo e fundador do Instituto Flow, “a cultura ocidental preza pela quantidade de experiências, em vez da qualidade delas”. Baita erro...

A SOLUÇÃO DE BAIXO DO NARIZ

No fim das contas, todos os estudiosos convergem para uma opinião: a felicidade é composta de pequenas atitudes que mexem na maneira como enxergamos o cotidiano. Nas suas pesquisas, Flávia Lippi chegou aos itens chave que ajudam a ser mais feliz no aqui-agora, mesmo diante dos infortúnios diários: ser curiosa +fazer ao menos uma coisa de que goste todo dia + pensar nos outros+ cultivar suas relações + cuidar do corpo + identificar seus sucessos,fraquezas e forças [leia mais abaixo]. É uma equação da felicidade! Pode aplicar, não tem contraindicação.

Matéria publicada originalmente na Revista Glamour, ed. 57, Novembro/16.

© 2017 André D'Angelo - Criado pela Balz Comunicação.

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